terça-feira, 12 de maio de 2020

MÃES E FILHOS


Quando criança não percebemos a representatividade que as mães tem em nossa vida. Achamos que damos conta de tudo, que podemos sim fazer o que quisermos sem de fato encarar as consequências de nossos atos. Batemos o pé se queremos algo e que naquele momento pra ela não é possível comprar, reclamamos por não poder sair sem antes terminar aquela atividade da escola que ficou pendente, e as coisas só tendem a piorar pra elas (MÃES), por que de crianças passamos a adolescentes ou como alguns caracterizam: aborrecentes, aí que fica mais gostoso não é? Isso por que acreditamos que podemos ser donos do nosso nariz e aí vem a célebre frase: Enquanto você estiver comedo do meu feijão e morando debaixo do meu teto, quem manda sou eu. Putz, chega dá aquele desespero né? Ela não pode fazer isso, não pode me obrigar a estudar, não pode me manter preso como se estivesse em cárcere privado.

Ah, pode sim! Tanto pode, que fez e faz até hoje, por que não é só por que os filhos crescem que elas deixam de ser mães, a preocupação é a mesma, a abdicação também e você precisa entender que, como elas mesmas dizem: Quando você for mãe, você vai aprender e me dá valor. E é isso mesmo, por que amor de mãe é incondicional, ela ama mais ao filho do que a ela mesma e sabe porque, por que somos o pedaço de amor mais bonito que alguém pode ter.

Repare bem: Uma pessoa, amiga da família diz que você está de alguma forma perturbando a ordem, batendo em outras crianças, não querendo emprestar seus brinquedos (mas, peraí, eu não sou obrigado a emprestar minhas coisas a ninguém, quem quiser que compre o seu...), não, tudo bem, você está certo, mas lembra daquela pessoa amiga que foi fazer reclamações suas pra sua mãe? Logo com quem ela mexeu hein?? Sua mãe, uma pessoa fina e de  classe diz: Olha aqui, não é por que te conheço a mais de (alguns anos), que você tem o direito de falar de meu filho. 

Já reparou que mesmo estando errado ela te defende pra todo mundo, mesmo sabendo que quando você chegue em casa ela te desça o braço, os outros jamais saberão que você apanhou e sabe por que? Porque significa que ela te ama e te preserva acima de tudo e isso não pode e não deve ser ruim.

As vezes criticamos as atitudes delas sem saber ao menos o que as levam a ser dessa maneira. A maternidade não é pra qualquer um, tem que ser muito mulher para assumir os riscos de uma gravidez e mais ainda para assumir as consequências que pode ter.

Sabe por que me refiro as consequências? Porque para ser mãe é necessário abdicação, as mães abdicam de sair com os amigos, abdicam de namorar, de fazer aquela viagem dos sonhos, sabe? Aquela que há muito tempo vem pagando sem saber quando poderá tirar férias do seu trabalho. E, por falar em trabalho, o dela fica comprometido, porque além de sair para provir o seu sustento, ela ainda tem que reservar horas a fio para se dedicar a você.

É, realmente ser mãe é uma das tarefas mais árduas, em contrapartida, há quem diga que é muito gratificante, porque ao mesmo tempo que uma mãe é algoz do seu filho ela é também sua heroína, aquela que em meio a um turbilhão de coisas acontecendo, sempre terá tempo para está com você em qualquer circunstância de sua vida.

Uma mãe fica ali na platéia vendo as vitórias que seu filho vem alcançando ao longo da sua jornada e para ela cada triunfo vale muito a pena ser comemorado, isso porque pra ela não importa se você cresceu, pra ela o que importa é poder te acompanhar mesmo que de longe, vendo até onde o filho dela chegou e as grandes coisas que ainda irá conquistar.

Nesse instante, tendo acompanhado tudo de perto, ela percebe que você já pode caminhar sozinho, e que o maior trabalho a que se propôs fazer, foi realizado com maestria, e é nesse momento que ela deixa de fazer parte de sua vida, entra pra história e vira uma linda lembrança.




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