terça-feira, 5 de maio de 2020
PERDA DE ALDIR BLANC E FLÁVIO MILIAGGIO
Ontem dia 04 de maio de 2020 perdemos dois ícones da cultura brasileira e isso nos remete a imaginar que ambos nos deixaram um legado incrível e que vão continuar perpetuados nos anais da história. O que acontece é que não importa as causas que os levaram de nós, o importante é pensar que no atual momento em que estamos vivendo, em meio a incertezas não sabemos ao certo o que ainda nos resta ou se quer se nos resta algo.
Vale lembrar que o Aldir morreu em decorrência de complicações com a COVID-19 e que nosso glorioso Flavio veio a óbito em decorrência de um suicídio, o que nos faz pensar na seguinte questão: O que leva uma pessoa a cometer tal ato, sabemos que a depressão mais do que nunca está em alta, isso por que com o isolamento social as pessoas ficam mais suscetíveis a ficarem mais tristes do que o normal.
Muitos devem se questionar o por que Flavio estaria nessa situação se tinha acabado de fazer uma novela, parecia estar bem, por que era um ator consagrado e repleto de amigos e fãs, o que o teria levado a esse ato de desespero? Será que ele estava infeliz com o andamento de nosso país, será que ele se sentia muito solitário, será que ele se deixou levar por conta dessa nova pandemia?
Muitos ainda devem criticá-lo por tal ato, isso por que não parecem perceber que tristeza também mata, na verdade, se morre aos poucos, se morre a cada dia, até que chega o dia em que a tristeza é tão grande que não se tem forças pra sair dela.
O fato é que essas duas perdas nos deixam uma lição única de que realmente existe uma pandemia que vem assolando o mundo inteiro e que assim como foi o caso de Aldir pode ser qualquer um de nós ou pior ainda, algum de nossos familiares. Em contrapartida, tem também a questão de Flávio que devido a uma depressão em que ninguém tinha conhecimento, cometeu um ato inexplicável, mas não me cabe julgar seus motivos, cabe a mim entender que essa doença existe e que é silenciosa a ponto de não percebermos a tempo.
Então, independente de qualquer coisa, cuide da sua mente, do seu corpo, cuide de você e de quem você ama. Não se deixe amedrontar pelo fantasma do desespero. Medite, leia, se inspire, converse. Muito mais do que julgar e ter preconceitos é saber que esse mal existe e que precisamos tratar, por que não se sabe ao certo o que o amanhã nos reserva e devemos estar preparados para o que der e vier.
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